Viagens na Minha Terra: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Almeida Garret, por Bruno Alves

ATENÇÃO: A experiência artística da leitura literária é única e pessoal: sempre que puder, entre em contato com os textos originais para compreender os livros em sua essência.

Capítulo 19

Estavam Frei Dinis e D. Francisca discutindo quando Joaninha chega com a notícia que uma multidão se aproxima: era a guerra civil chegando ao vale. Assim Almeida Garret costura, ainda mais, a história portuguesa à sua narração, os fatos são reais: os constitucionalistas, com ideais liberais, liderados por Dom Pedro, ganhavam a guerra e chegavam à Cartaxo, enquanto os tradicionalistas, liderados por Dom Miguel recuavam e estabeleciam sua base em Santarém. A casa de D. Francisca fica na zona de fronteira das tropas, última área de influência miguelista.

Após a confusão inicial, em que muitos feridos se refugiaram na casa da velha, sob os cuidados de Joaninha e Frei Dinis, foi levantada a possibilidade da mudança de morada da família, mas D. Francisca foi irredutível a permanecer em seu lar. E com o tempo todos se adaptaram à situação de guerra – como disse o autor “a tudo se habitua o homem”.

Durante as longas batalhas, idas e vindas de tropas, a figura de Joaninha encostada à janela tornou-se conhecida como a “menina dos rouxinóis” para os combatentes, em alusão aos pássaros que a cercavam.

Joaninha também tinha o costume de ir a um pequeno grupo de árvores no fim da tarde. Certo dia um oficial dos constitucionalistas, assustado com o vulto da garota, imaginando ser um inimigo, alertou sua tropa, que explicou a ele sobre a menina. O oficial aproximou-se e observou-a, dormindo.

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