Triste Fim de Policarpo Quaresma: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Lima Barreto, por Bruno Alves

SEGUNDA PARTE

5 – O Trovador

Caldas e Albernaz caminhavam pela Quinta Imperial, em direção à estação de trem, debatendo a crise política e militar que se instalara: defendiam a manutenção do governo de Floriano Peixoto. Muitos homens fardados embarcavam e desembarcavam, o clima era tenso entre os civis – havia casos de delações e perseguições a opositores.

A conturbação do regime criava muitas expectativas entre militares, funcionários do Estado, bem como aspirantes a um cargo: o jogo de poder incluía muitas concessões e gratificações em troca do apoio político.

Armando Borges, marido de Olga, acreditava que a revolta poderia gerar frutos para sua carreira de médico. O trabalho em sua clínica rendia um bom dinheiro, mas havia o interesse em construir um nome: isso só era possível com um cargo público, ou uma cadeira na universidade. Por vias naturais, no entanto, o doutor não avançava: os livros davam sono e a vida parecia se dirigir para uma monotonia desanimadora.

Olga, ao perceber alguns traços negativos no caráter do marido, compreendeu-se como criatura independente dele. Não pediu uma separação por considerar que todos os homens deviam ser iguais e passou a dissimular seus sentimentos por dignidade e delicadeza para com Armando, que nem sequer notou a transformação de sua mulher.

A afilhada de Policarpo soube da vinda de seu padrinho por meio de seu pai, Coleoni, que leu no jornal o telegrama enviado a Floriano. Olga surpreendeu-se com a notícia, mas achou natural que Quaresma tomasse esta atitude dadas as circunstâncias.

Ricardo Coração dos Outros, nesse período, teve sua carreira alavancada e preparava novas composições. Isolado em sua residência, não lia os jornais, e nem imaginava o motivo das rajadas de tiros que o incomodaram certa tarde.

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