Til: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de José de Alencar, por Bruno Alves

ATENÇÃO: A experiência artística da leitura literária é única e pessoal: sempre que puder, entre em contato com os textos originais para compreender os livros em sua essência.

Parte 2 – Capítulo 10 – O idiota

Berta desenhava as letras no chão e Brás, com algum esforço, as identificava. Quando vacilava, Berta dava dicas, indicando algum objeto que iniciasse com a letra. Aquele ensino vinha de algum tempo, já tendo passado por todo o abecedário, mas era preciso que Berta repetisse as lições para gravar de vez o conhecimento na cabeça do boçal.

Brás era filho da irmã de Luís Galvão. Após tornar-se viúva e com um filho sandeu (louco), a mulher não aguentou e também morreu. O garoto teve apenas seu tio como arrimo. D. Ermelinda não ficou contente com a situação, mas aceitou que Brás vivesse com sua família, pedindo a Luís, no entanto, que fosse assegurada distância do garoto de seus dois filhos, Afonso e Linda.

Luís Galvão, mesmo sabendo das dificuldades de Brás, o enviou para a chamada escola régia, onde ensinavam as letras. Lá havia um mestre grandalhão, conhecido como Domingão, que educava à base de castigos físicos. Brás não mostrava avanços, nem nas primeiras letras, para espanto do mestre, que nunca havia visto nada igual. Sobravam para o menino os maiores castigos.

Curiosamente, ao passar os olhos pela tábua, Brás parava no “til”: sabia o nome do sinal e começava a gargalhar, pular, fazer o til com os dedos, a boca… Todos riam da festa do menino, inclusive o professor, mas este se conteve e pôs a palmatória para trabalhar.

Nestas situações, Brás fugia da sala de aula e escondia-se no mato, com as mãos feridas, até que o pajem fosse buscá-lo.

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