Terra Sonâmbula: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Mia Couto

Sexto caderno de Kindzu – O REGRESSO A MATIMATI

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Kindzu passou a gostar mais da vida após sua experiência com Farida. Aquela mulher parecia ser a única pessoa a viver alheia ao clima de guerra que dominava a região, ainda que em meio a certa loucura pessoal. Quando Kindzu se despediu, ela pediu que ele não citasse o seu nome em terra, pois era odiada pelos moradores.

Chegando a Matimati, a praia estava vazia e tudo parecia mais belo que anteriormente. Kindzu não sabia por onde começar sua busca por Gaspar, o filho de Farida. Ao subir uma rua, viu descer um homem em uma cadeira de rodas, que de tão rápido acabou caindo. Ao ajudá-lo a se levantar, reconheceu Antoninho, o ajudante da loja de Surendra: o seu patrão agora estava com uma nova loja naquele povoado. Subindo a ladeira, a cadeira foi devolvida a Assane, o antigo membro da administração: ele alugava sua cadeira para a diversão do pessoal e também era o sócio de Surendra. Como Kindzu queria encontrar seu velho amigo, combinaram que Antoninho o buscaria na praia à noite para irem à sua casa.

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Kindzu aguardava na praia quando ouviu uma confusão em uma roda de pessoas na areia. Chegando perto, observou que um velho cobrava para que vissem o corpo de uma mulher que ele havia pego no mar, com sua rede de pesca. O rosto da mulher não era estranho para Kindzu, mas ele não sabia de onde a conhecia. Antoninho chegou e dirigiram-se à casa de Surendra.

Assane o recepcionou e o convidou para beber enquanto o indiano não chegava. O antigo administrador contou que fora castigado, perdendo o movimento das pernas, quando ele se opôs a uma ordem para que matasse uma mulher, chamada Farida. Kindzu fingiu não se interessar no assunto, para não chamar atenção do homem. Em seguida Assane contou sobre sua loja, cuja inauguração seria em breve: Kindzu era um convidado. Os materiais eram de Surendra, porém era preciso alguém do local para representar o comércio perante as autoridades. Conversando sobre a guerra, Assane mostrou ao convidado os quartos, onde se amontoavam suprimentos em meio a dezenas de crianças: todas suas sobrinhas. Kindzu questionou se não poderiam buscar mais alimentos no navio encalhado, mas o homem comentou que era proibido ir a bordo, pois lá estava a tal Farida. Sobre Surendra, Assane revelou que em breve ele estaria fora do negócio: uma hora ou outra tudo seria nacionalizado, isso se o indiano sobrevivesse naquelas terras. O antigo administrador também mostrou a Kindzu um segredo seu: um tanque de guerra escondido no mato, dentro do qual havia uma criação de galinhas – se a loja não desse certo, teria um outro meio para sobreviver. Kindzu voltou a falar de mulheres para que Assane comentasse sobre a Farida novamente: ele apenas disse que ela era puta, muito puta.

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Surendra chegou, trazido por Antoninho. O indiano, muito mais magro que antes, não reconheceu Kindzu e mantinha uma feição estática. O ajudante contou que seu patrão havia, durante o dia todo, construído uma jangada na qual embarcou sua esposa, Assma, para que ela voltasse à sua terra. Kindzu lembrou-se da mulher que fora encontrada no mar e descobriu de onde a reconhecera: era Assma! Sabendo disso, Assane, Antoninho e Kindzu foram à praia para salvá-la. Surendra continuou inerte. Assma foi internada no posto de saúde. Kindzu, que passou a dormir no mesmo quarto de Surendra, contava ao indiano sobre sua mulher, mas ele respondia que ela estava chegando na Índia. Em alguns dias Assma retornou à casa, também em estado de choque.

Uma noite Kindzu acordou com o som das cantigas de ninar que sua mãe cantava. Desesperado, saiu enrolado em um lençol e foi até o tanque abandonado, onde encontrou um galo em que reconheceu seu irmão, Junhito. Ele não tinha certeza do que estava enxergando, mas sentiu um pesar por estar à procura de Gaspar e enquanto se esquecia do próprio irmão. Voltou ao quarto convencido que aquilo fora somente uma ilusão.

Havia uma praça com uma estátua erguida em comemoração à Independência. Ali ficava uma mulher, vestida de negro, a observar a obra. Assane contou a Kindzu que se tratava da mulher do administrador. Havia naquela senhora alguma coisa que chamou a atenção do rapaz, mas ele não conseguiu realizar nenhum contato ela.

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Chegado o dia da inauguração da loja, reuniram-se Assane, Surendra, Assma e o administrador com sua mulher, que seguia sendo observada por Kindzu. Uma multidão se juntou para ouvir os discursos, mas foi dissipada por tiros e gritos: diziam que iriam matar o indiano. Kindzu correu para trás da loja e viu o fogo tomar conta da casa. Antoninho surgiu carregando Surendra. Kindzu perguntava sobre Assma quando Assane chegou para consolar o indiano.

Caminhando pela tragédia, Kindzu cruzou com um homem no chão que ele pensava estar vivo e tentou lhe dar água, mas um dos sobrinhos de Assane contou que ele já estava morto. Somente no dia seguinte carregaram seu corpo, entre moscas e poeira. A vila toda havia se tornado uma casa mortuária.

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