Terra Sonâmbula: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Mia Couto

Segundo caderno de Kindzu – UMA COVA NO TETO DO MUNDO

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Kindzu ia ora pelo mar, ora por terra firme, carregando seu barquinho. Os rastros que os remos deixavam no mar o lembravam da orientação do adivinho, de não deixar pegadas. A maldição o perseguia: a vela do barco se rasgou e se transformou em peixes, o remo formou folhinhas verdes e se transformou em árvore. Ele passou a remar com as mãos e seus dedos ganhavam escamas, parecia virar peixe.

O mais incrível aconteceu quando Kindzu pôs-se a caminhar pelas areias do Tandissico: diversas mãos subiam de baixo da terra e um fantasma surgiu, cavando uma cova: ele dizia que o chão do mundo era o teto de outro mundo, que tinha ainda mais mundos abaixo dele, até o centro, onde morava o primeiro dos mortos. O fantasma o encaminhava para a cova e Kindzu sentiu-se cair em seus braços, apagando subitamente.

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À noite o pesadelo havia passado e Kindzu não conseguia mais habitar as areias, então seguiu com seu barco mar adentro. A lua tinha as pontas viradas para cima e seu pai havia lhe ensinado que aquilo era sinal de desgraça. Kindzu sentia que não tinha culpa do que estava ocorrendo: ele sempre seguiu os conselhos dos mais velhos, fez a cerimônia de inauguração do barco, batizou-o com o nome de seu pai, Taímo… Mas agora sentia vontade de voltar à sua casa, à rotina da aldeia. Apesar disso ainda tinha a esperança de se tornar um guerreiro naparama e estava motivado a seguir viagem.

Numa das noites em alto mar Kindzu teve outro sonho: os afogados surgiam do fundo das águas, entre eles seu pai. O velho reclamava da vida no além e não dava atenção ao que o filho queria lhe contar, sobre seu destino como guerreiro. Pelo contrário, Taímo o julgava por andar em busca de um destino que não era o seu e por isso era castigado pelos antepassados. Determinou que Kindzu não realizaria seus sonhos enquanto sua sombra o perseguisse e fez uma ameaça: numa tarde surgiria uma mampfana, a ave que mata as viagens, de asas abertas sobre uma alta árvore. Nessa ocasião deveria chamá-lo.

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Antes de acordar, Kindzu perguntou sobre sua mãe. Taímo contou que a mulher havia se juntado com outro homem, deixando-o viúvo-solteiro. Kindzu sentiu pena do velho e alongou ainda mais seu sonho, pois desejava sua companhia. Compartilharam algumas histórias engraçadas até que o velho se despediu, dizendo que o menino o havia inventado em um sonho de mentira e que como castigo ele nunca mais iria sonhar, a não ser que Taímo permitisse.

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