Terra Sonâmbula: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Mia Couto

Nono caderno de Kindzu – APRESENTAÇÃO DE VIRGINIA

Kindzu tinha um dia marcado para iniciar sua viagem, mas Quintino não apareceu, conforme o combinado. Ele havia se embriagado novamente, após um novo encontro com o fantasma de seu patrão. Kindzu decidiu procurar pela velha Virgínia, a mãe de consideração de Farida, para tentar alguma informação sobre Gaspar. Quintino orientou que não se mostrasse à mulher, pois ela não gostava do contato com outras pessoas.

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Dona Virgínia Pinto estava rodeada de crianças, únicas criaturas com as quais se comunicava. Seus pensamentos são confusos e alternam o passado com o futuro: ela espera pelo futuro marido, quando real já é defunto. A senhora também criava sapos no quintal, alimentando-os com moscas, somente para ter a sensação de que alguém sentiria sua falta, caso partisse. As crianças pediram que ela lhes contasse uma história de seu avô, e Virgínia atendeu.

A velha contava e recontava histórias trocando nomes e personagens a cada vez, mas as crianças não ligavam. Ela pedia silêncio, dizendo que era preciso estar atenta para quando Deus a chamasse. Depois chamou as crianças para um pátio onde havia um poço e lança nele uma pedra: o som que dali sai, segundo ela, é o choro da água por uma mulher que perdeu seu marido por uma maldição, há muito tempo.

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Kindzu imagina que a única maneira de falar com Virgínia é fingindo-se criança. Ele se aproxima e pergunta sobre Gaspar, lembrando-a de Farida. A velha diz que não falaria do assunto ali em sua casa, pois isso atrairia fantasmas, e pede que a siga até sua antiga casa. Lá ela revela que Gaspar aparecera certa vez em sua casa, deitado na varanda como se estivesse morto. Ela ia enterrar o menino, mas as crianças estavam curiosas para saberem sua história, então fizeram um acordo e o manteriam preso no poço, que estava seco. O garoto, entretanto, não falava nada. Um dia uma chuva forte encheu o poço e pela primeira vez ele falou, pedindo ajuda. Em seguida contou sua história, mas era muito triste e as crianças não gostaram dela, exigindo que o garoto fosse lançado novamente ao poço ou enterrado, mas Virgínia o defendeu e se dispôs a cuidar dele, sabendo que era o filho de seu finado marido.

A velha parou de falar e Kindzu indagou o que aconteceu depois, mas ela não sabia: o garoto havia fugido. Gaspar sabia da tia Euzinha e talvez tenha ido viver com ela. Virgínia pede silêncio, pois ouvia alguém se aproximando.

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O administrador Estêvão Jonas havia recebido uma mensagem de Quintino para que comparecesse à antiga casa de Romão Pinto. Lá, assustou-se com o fantasma do português, que lhe pediu ajuda para carregar seu caixão para fora e lhe fez uma proposta: que fosse seu representante em seus negócios, usando do dinheiro que havia ficado para Virgínia como capital. Ele poderia usar do discurso racial para reaver a fortuna e nunca descobririam que havia um branco por trás da transação. Estêvão gostou da oportunidade e comprometeu-se com o fantasma, assegurando que não tomaria qualquer decisão sem consultá-lo.

Romão retornou à casa e Estêvão foi surpreendido por sua esposa, Carolinda, que questionou se ele estava se encontrando com alguma mulher. O administrador explica seu encontro sobrenatural e a mulher o repreende por se envolver com os antigos colonizadores, considerando aquilo uma traição, mandando-o embora.

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Após assistir esta cena, Virgínia decide retornar a sua casa, para alimentar seus sapos, e recusa a companhia de Kindzu: ela só quer ser vista com crianças, pois é uma velha tonta que não sabe nada de dinheiro – sua segurança era sua loucura.

Carolinda ouviu a conversa e encontrou Kindzu: eles se beijavam quando ele a chamou de Farida. A mulher estremeceu, o rapaz negou que tivesse falado o nome errado e ela aceitou. Carolinda lembrou-se de seus dois maridos e passou a noite a contar suas mágoas. O primeiro era um combatente da independência, morto pelos próprios companheiros – desde então ela enxergava traição em qualquer lugar. O segundo, Estêvão, apareceu na cidade com mochila nas costas e espírito aventureiro, atraindo a jovem que desejava sair daquele lugar o mais cedo possível. Porém Estêvão se demonstrou um homem conformado que não tomava as atitudes que sua mulher esperava.

Um dia Farida apareceu em Matimati procurando por seu filho e Estêvão lhe deu muita atenção. Carolinda sentiu um forte ciúme da mulher, ainda mais quando soube que ela havia embarcado no navio naufragado: Farida ao menos tinha uma esperança de deixar aquelas terras. Para se vingar, convenceu o marido que a mulher deveria ser retirada do barco, pois poderia denunciar que alguns de seus homens recolhiam a melhor parte dos bens que ali estavam.

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Depois de Kindzu reafirmar que não falara o nome da mulher, Carolinda entregou-se ao seu amante.

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