Senhora: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de José de Alencar

Parte 3 – Posse: Capítulo 4

O objeto entregue a Seixas era a chave de seu aposento individual, mais uma forma de humilhação que Aurélia usava contra seu marido. Ele, no entanto, procurou forças para manter-se desligado daquele mundo de luxos.

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Os dias de lua-de-mel passaram-se como o primeiro, até que no quinto dia Fernando decidiu voltar à sua rotina de trabalho. Porém, se antes ele apenas assinava o ponto em sua repartição, agora cumpria seu horário rigorosamente, empenhado em suas tarefas – para o escárnio de seus colegas de trabalho, que estranhavam sua mudança de hábitos. O cumprimento de tal horário o obrigava a almoçar mais cedo e o poupava de um período maior em companhia de sua esposa.

Percebendo a atitude do marido, Aurélia questionou se ele realmente necessitava empenhar-se tanto no emprego público e zombava-o, oferecendo-lhe um salário maior para ser seu empregado. Mas Fernando manteve-se firme e ressaltou que sua relação com ela era apenas a de marido.

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Fernando ia à pé até o ponto onde apanhava uma gôndola (bonde com tração animal) para ir ao trabalho. Aurélia questionou esta atitude do marido e refletiu: era necessário que ele se sujeitasse à posição que tomou ao casar-se com uma milionária – a sociedade os media pelas suas roupas e aparências, então era necessário mantê-las – isso a moça dizia já com lágrimas nos olhos, pois também era para ela uma tristeza saber que para “o mundo” seus bens materiais valiam mais que sua alma. Mas logo refez-se em sua ironia, dizendo que assumiria para “o mundo” a postura que ele esperava dela, assim como seu marido deveria fazê-lo, indo de carro à repartição.

Voltando do trabalho, Fernando trocava poucas palavras com Aurélia, exceto se houvesse algum convidado: então dava-lhe um beijo para demonstrar a suposta harmonia do casal.

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Aurélia percebeu que Fernando não usava das roupas novas que lhe eram oferecidas em seu armário. Ela, por outro lado, esbanjava na troca constante de seus vestidos e adereços, o que fez com que uma de suas empregadas mais próximas comentasse sobre comportamento oposto que tinha seu marido, muito econômico, poupando até mesmo o uso do sabonete. Ouvindo isso, mesmo intrigada, Aurélia espantou a serva, pois não achava prudente tratar de assuntos pessoais com a criadagem.

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