Senhora: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de José de Alencar

Parte 3 – Posse: Capítulo 3

Seguindo a moda europeia, o lanche foi servido com uma imensa variedade de frutas, massas e queijos. Fernando mostrou-se indisposto a comer e Aurélia o obrigou a se alimentar ao menos com algumas frutas. Aurélia retirou-se imaginando que assim o marido sentiria-se à vontade para lanchar, mas depois percebeu que isto não alterou o comportamento de Fernando, que permanecia inerte.

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Após o lanche, Aurélia pensou em convidar Fernando a um passeio pelo jardim, mas achou melhor ficar longe os olhares curiosos da vizinhança. Permaneceram, portanto, na saleta em que observavam álbuns de fotografias e discutiam banalidades, nunca deixando de lado o sarcasmo em suas expressões.

Às três horas ambos foram aos seus aposentos para se arrumarem para o jantar: Aurélia tinha em seu peito um coração abalado; Seixas sentia-se cansado de sua atuação como marido. Um criado sempre se colocava à disposição de Fernando, sugerindo passeios de charrete ou qualquer outra atividade, à mando de Aurélia – isso fazia o noivo sentir cada vez mais o peso de ter-se vendido àquela senhora. Mesmo a troca de roupas para o jantar, que outrora seria um ato de grande prazer para Fernando, experimentando roupas novas, tornou-se irrelevante: ele apenas ajeitou uma nova gravata.

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D. Firmina esteve presente no jantar, dando notícias dos inúmeros comentários que havia na corte: o casal era visto por todos como o mais perfeito possível. Aurélia respondia a tais elogios comemorando sua “enorme felicidade” e Fernando confirmava tal sentimento.

Mais tarde Aurélia chamou Fernando, ordenando-lhe que lhe desse o braço e acendesse um charuto, para que fossem ao jardim observar o céu e as plantas. Seixas usou o pouco conhecimento que tinha de botânica para preencher uma conversa. Aurélia ressaltou que sempre gostara de flores, até o dia em que quiseram ensinar-lhe detalhes de botânica, advertindo, no entanto, que apreciara seu esforço.

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Voltando ao interior da casa, sentaram-se ao sofá enquanto D. Firmina distraía-se com os folhetins dos jornais, esforçando-se para não olhar os noivos que, segundo ela imaginava, deveriam estar trocando carícias. Fernando e Aurélia, no entanto, mantinham-se distantes tanto fisicamente quando no pensamento: Aurélia estava exausta de sua encenação; Fernando sentia-se incomodado com algo que estava para acontecer – e somente não sabia o que era.

Às dez horas D. Firmina retirou-se e Aurélia aproximou-se de Fernando com uma forte expressão sarcástica: trazia em sua mão dois objetos, um embrulhado em papel branco, outro colorido; entregou este último a Seixas, desejou-lhe boa noite e foi dormir.

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