Os Sertões: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Euclides da Cunha, por Bruno Alves

NOVA FASE DA LUTA: Capítulo 1

QUEIMADAS, PÁGINAS DEMONÍACAS
O pequeno povoado decadente de Queimadas tornou-se um ruidoso acampamento das novas tropas, entre a vegetação seca e inúmeros restos de fardas e equipamentos deixados pelos combatentes que por lá haviam passado anteriormente.

No muro de uma capela colecionavam-se inscrições feitas a carvão ou a ponta de sabres dos soldados: frases blasfematórias e brados acalorados misturavam-se naquela superfície.

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UMA FICÇÃO GEOGRÁFICA, FORA DA PÁTRIA
A linha férrea que passava rente ao povoado revelava um único ponto de congruência entre duas sociedades muito distintas: o vaqueiro do sertão ali parava para ver passar os trens que levavam os patrícios ao litoral, totalmente inconscientes de sua existência.

As novas expedições, ao adentrarem aquele interior misterioso e miserável, sentiam-se estrangeiros em terras bárbaras.

EM CANUDOS, PRISIONEIROS, DIANTE DE UMA CRIANÇA, OUTRA CRIANÇA
Chegando às proximidades do arraial, surgiram notícias positivas da fronte de batalha: todas as posições conquistadas foram mantidas e os jagunços pareciam cair em desânimo. Havia boatos que o próprio Conselheiro se preparava para se entregar ao martírio.

A maioria absoluta dos prisioneiros de guerra era formada por mulheres e crianças, encenando um triste espetáculo aos soldados que os recebiam. Certa criança cobria seu rosto com um chapéu para esconder a boca atravessada por uma bala. Jovens em estado deplorável contavam aos militares o drama de suas tragédias.

Um garoto de nove anos chamou a atenção de todos ao demonstrar conhecimento e habilidade ao manejar diversos armamentos.

O autor ressalta que deveria ser preocupação do governo não só combater os revoltosos daquela região, mas também lhes propagandear as vantagens que teriam ao se modernizarem e fazerem parte da sociedade mais avançada.

NA ESTRADA DE MONTE SANTO, PALIMPSESTOS ULTRAJANTES
No caminho para a base de operações as tropas frequentemente se deparavam com dezenas de soldados feridos e convalescentes, o que lhes alterava o ânimo. Única exceção fora a passagem pelo sítio de Cansação, vilarejo familiar cujo chefe saudou os militares com muito fervor.

Assim como na capela de Queimadas, inscrições de protesto tomavam conta de todos os muros que se erguiam em torno da estrada.

EM MONTE SANTO
A chegada a Monte Santo reanimava os viajantes, já que ali estruturou-se uma forte base, com enormes acampamentos e um hospital bem equipado. Era possível encontrar todo tipo de personagens: oficiais, repórteres, estudantes… Dali saíam comboios diários a Canudos, o que garantiria o sucesso final da empreitada.

EM CANUDOS, UMA “VAIA ENTUSIÁSTICA”
No início de setembro surgiam resultados animadores para o exército: líderes dos jagunços eram alvejados e as torres da igreja nova, que eram pontos estratégicos para os sertanejos, foram derrubadas em meio a vaias e comemorações.

TRINCHEIRA SETE DE SETEMBRO, ESTRADA DE CALUMBI
Os avanços se davam por todos os lados: soldados entrincheirados na Fazenda Velha tiveram condições de combater os revoltosos; descobriu-se uma nova estrada, de Calumbi, que encurtava em um dia a viagem entre Monte Santo e Canudos; o arraial já era cercado por quase todos os lados.

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