O Primo Basílio: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Eça de Queirós, por Bruno Alves

ATENÇÃO: A experiência artística da leitura literária é única e pessoal: sempre que puder, entre em contato com os textos originais para compreender os livros em sua essência.

Capítulo 2

Domingo à noite era o momento em que Jorge e Luísa recebiam visitas para um chá. Os convidados eram sempre os mesmos: Julião Zuzarte, parente distante de Jorge e antigo colega de escola, era um cirurgião mal sucedido e solteiro que alegava “falta de chance” em sua vida e via o casal com alguma inveja; Dona Felicidade, com cinquenta anos, era uma senhora “bem nutrida” que vivia com problemas de gases e que fora amiga da mãe de Luísa; Conselheiro Acácio, antigo vizinho do pai de Jorge, era um homem sério e polido, ex-diretor do ministério e escritor de obras econômicas e políticas, vivia se esquivando dos assédios de Dona Felicidade; Ernesto, primo de Jorge, era um rapaz franzino, empregado da alfândega e escritor de peças de teatro por gosto artístico; e Sebastião, mais íntimo camarada de Jorge desde os tempos de colégio.

No encontro, que antecedia a viagem de Jorge, discutiu-se sobre o texto que Ernesto preparava para uma encenação: tratava-se de uma traição conjugal que culminava no assassinato da mulher por seu marido. Jorge defendeu o desfecho trágico, argumentando que o adultério merecia mesmo uma punição severa. Dona Felicidade e o Conselheiro não acreditavam que o anfitrião poderia ter pensamentos tão radicais, mas Jorge reforçou sua posição. Indagada sobre o caso, Luísa respondeu com um sorriso tímido.

Jorge convidou Sebastião para uma conversa reservada em seu escritório. Contou-lhe sobre a indevida visita de Leopoldina à sua casa e pediu-lhe que, durante sua ausência, o amigo vigiasse sua esposa, orientando-a a despedir a amiga, caso necessário. Jorge ainda lamentou que não tivessem filhos, o que deixaria Luísa mais ocupada, além de alegrar a casa.

Julião despediu-se, aceitando uma caixa de charutos inteira que Jorge lhe oferecera. Luísa tocava uma valsa ao piano quando Dona Felicidade procurava declarar-se ao Conselheiro, que a deixou imediatamente e disse que era hora de ir embora. Ernesto saudou o primo e avisou que mandaria convites para que Luísa assistisse à estreia de seu espetáculo. Ficou somente Sebastião, que tocava músicas pedidas pelos donos da casa.

Luísa revisava os últimos detalhes das bagagens de seu marido e lamentava o breve distanciamento. Jorge reforça seu desejo de terem um filho, para evitar a solidão em momentos como aquele.

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