Capitães da Areia: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Jorge Amado, por Bruno Alves

ATENÇÃO: A experiência artística da leitura literária é única e pessoal: sempre que puder, entre em contato com os textos originais para compreender os livros em sua essência.

Canção da Bahia, canção da liberdade – Companheiros

Iniciou-se um grande movimento grevista na cidade, primeiramente com os condutores de bonde, em seguida com os estivadores, em apoio aos primeiros. João de Adão foi ao sindicato dos condutores ler o manifesto de apoio dos estivadores. Pedro Bala, João Grande e Barandão acompanharam os acontecimentos e apreciavam a mobilização dos trabalhadores.

À noite, quando as crianças já dormiam no trapiche, apenas Pedro Bala permanecia acordado. Ele ouvia ao longe o canto de um negro no areal, lamentando a perda de sua amada. Esse canto faz Pedro se lembrar de Dora, de toda sua coragem de menina, de sua morte trágica.

Surge João de Adão, junto a um jovem bem vestido, eles querem falar com Pedro Bala. O rapaz que acompanha o doqueiro é um estudante, companheiro dos grevistas, chama-se Alberto. Ele fica espantado com a situação dos meninos no trapiche e se surpreende quando Pedro confirma que Volta Seca um dia fora um deles, assim como Professor, que agora era o famoso pintor João José. Pedro Bala anima-se ao falar da greve, que diz ser “a festa dos pobres”, e orgulha-se quando seu pai é lembrado como um grande “companheiro”.

Após as devidas apresentações, João de Adão esclarece que a visita ao trapiche é em busca de ajuda: furadores de greve foram contratados para fazer funcionar os bondes no dia seguinte. Se os grevistas ameaçassem os fura-greve, a polícia teria motivo para intervir e o movimento perderia força. Mas se os Capitães da Areia pudessem impedir que os bondes funcionassem, a greve teria mais chances de ser vitoriosa. Pedro Bala atende prontamente ao pedido de João de Adão, agora os Capitães também seriam “companheiros”.

Durante a madrugada os Capitães dividiram-se em grupos e ocuparam as portas dos galpões onde os bondes eram guardados. Assim que os primeiros furadores de greve apareceram, foram recebidos com golpes de capoeira e pauladas, saindo assustados, como se tivessem sido atacados por demônios.

A greve não é furada. Os Capitães da Areia soltam suas gargalhadas madrugada adentro, acompanhados de João de Adão e do estudante Alberto.

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