Caminhos Cruzados: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Erico Verissimo, por Bruno Alves

SÁBADO

Capítulo 4

São onze horas quando Chinita, pensando em Salú, entra em sua luxuosa banheira. Está ansiosa para encontrá-lo novamente, no chá-dançante do Metrópole. Ouve ruídos da obra em andamento no hall da casa – pronuncia “hall” com o “h” espirado, conforme aprendera com o professor Clarimundo.

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A sensação de estar em um banheiro tão amplo a faz lembrar-se da casa simples em que morava, em Jacarecanga, cuja banheira rangia e vazava água. Viaja nas recordações da antiga cidade, sua escola, os bilhetinhos de amor, o cinema-mudo onde se inspirava nas estrelas de Hollywood. Já é meio-dia e meia quando sai da água e volta a pensar em Salú.

No hall o trabalho é supervisionado pelo coronel Zé Maria Pedrosa, que fez questão de cores douradas, pois deseja ter o mais luxuoso palácio do bairro Moinhos de Vento – a ser inaugurado com um grandioso baile. Sua mulher, D. Maria Luísa, lamenta tantos gastos que o marido faz.

Na hora do almoço Zé Maria se delicia em ser servido por uma empregada, lembrando-se da negra Teresa, que com maus modos punha a mesa antigamente. D. Maria Luísa mantém um olhar tristonho – o mesmo que carrega há vinte e oito anos de casada – e reclama pelo filho, Manuel, que não dormiu em casa, está magro e não quer estudar. O coronel distrai-se do costumeiro discurso vitimista da mulher apreciando a feijoada e o assado que são servidos.

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