Caminhos Cruzados: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Erico Verissimo, por Bruno Alves

SÁBADO

Capítulo 3

No décimo andar do Edifício Colombo o sol invade o quarto onde dorme Salustiano, um jovem de boa aparência, musculoso, e uma moça loura que passou a noite com ele. Ao acordar, o moço recorda de tê-la encontrado na rua e com ela ter se divertido na noite anterior. Acha a garota bonita e sorri. Pergunta seu nome – Cassilda – e a manda embora, já que seus vizinhos têm certos escrúpulos.

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Após tomar banho vê pela janela a menina se misturar à multidão de caminha pelas ruas. Tudo é perfeito, como Deus quer – Salú, como gosta de ser chamado, adota esta ideia por comodidade, já que questionar Deus requer muito tempo, um tempo que pode ser gasto em algo mais útil. Pensando no amigo Noel, imagina que ele não poderia ver esta cena sem sentir alguma melancolia ao pensar na vida da desconhecida Cassilda. Mas Salú está em paz com a vida e sente que todos se encaixam em seus papeis perfeitamente.

Ao caminhar pela rua e observar os transeuntes lembra-se de seu pai, que o visitava quando ainda estava no ginásio. O velho alegre e despreocupado orgulhava-se de sua filosofia: os homens eram como formigas, carregando enormes pesos sobre as costas, preocupações que eles mesmo inventavam. Bom mesmo era aceitar e gozar a vida como ela era, viver como cigarras.

Ao ver um chinês segurando uma placa com a propaganda do “Chá Pequim”, Salú lembra-se de Chinita, que havia se declarado “toda dele”. Suas mãos se encontravam no escuro do cinema.

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