Angústia: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Graciliano Ramos

Capítulo 5

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Em sua casa o narrador recebe a visita de seu Ivo, um velho andarilho que procura por restos de comida e é atendido por Vitória, que lhe dá um osso. Irritado com a voz de sua criada, o narrador vai ao quarto e tenta lembrar-se de bons momentos de seu passado, mas lhe falta tranquilidade e inocência – ele já não é a mesma pessoa.

Fumando, o narrador se distrai com discussões dos vizinhos, dos comerciantes e com as lamentações do cabo José da Luz, até que o toque do relógio o lembra de sair para o trabalho. No caminho ele se vê perdido entre dúvidas e pensamentos, ficando imóvel no meio da rua por um momento. Imagina que uma fotografia sua, naquele instante, revelaria um cidadão comum, um Luís da Silva qualquer. O seu desarranjo não sairia na foto, era interior. Importunava-o a morte de seu pai.

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Interessante notar o nome reduzido do personagem-narrador, Luís da Silva, apresentado somente agora, no papel de um “qualquer”, enquanto seu avô ostentava “Trajano Pereira de Aquino Cavalcante e Silva” e seu pai ainda mantinha um razoável “Camilo Pereira da Silva”.

Luís revela que acertara parte da dívida com Moisés pois não queria mais evitar encontrá-lo no café, onde era seu costume passar durante uma hora, todos os dias, observando os diversos círculos que o frequentavam: médicos, advogados, literatos, funcionários públicos, comerciantes… Seu lugar habitual era incômodo, junto à porta, onde levava esbarrões de todos que entravam e saíam.

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Sem o constrangimento de ter que cobrar seu amigo, o judeu fica mais à vontade com sua presença e faz comentários sobre a cena política: ele acredita que tudo vai mal e que só uma revolução poderia melhorar a situação. Com a presença de um chefe de polícia, porém, ele se esconde atrás de um jornal. Luís considera o amigo muito inteligente e bondoso, mas muito covarde para ser um herói revolucionário.

O narrador se vê sozinho no mundo, pois tudo o que recebe dos outros são ordens. Quando alguém lhe pede perdão por pisar em seus pés no bonde, ou quando ele informa o local de uma rua a uma senhora, Luís se enche de contentamento, de tão carente que se sente. Moisés, seu único “amigo”, na verdade pouco liga para ele, preocupando-se demais com os sofrimentos do mundo e com sonhos utópicos. Luís considera que se o amigo não fosse tão inteligente, sofreria menos.

Ao contrapor relatos de Moisés sobre a perseguição aos judeus na Europa, Luís discorre sobre seu próprio passado errante: vivia de fazenda em fazenda dando aulas a meninos; depois esteve na caserna recebendo ordens militares; mais tarde trabalhou madrugadas adentro na revisão de periódicos. Outros fatos o envergonhavam tanto que nem a Moisés ele contava: a fome; as noites dormindo em bancos de praça; o pedido de esmolas enquanto tentava a carreira de escritor ao chegar em Maceió. Tudo isso só acabou quando lhe deram o emprego na repartição pública, um “osso” que ele roía com ódio.

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A postura subserviente de Luís lhe é incômoda, ainda mais quando ele mesmo se compara a seu velho avô Trajano, que era capaz de contrariar o juiz de direito de sua cidade e derrubar a cadeia pública para libertar seus protegidos…

Contando essa história, que muito o empolga, Luís percebe que Moisés quase não a escuta. A ele só interessariam as tragédias da seca, as misérias e os sofrimentos do povo. Luís tenta pensar em algo que chamaria a atenção do judeu, mas conclui que sua família não passava nenhuma necessidade, nem os moradores dos sítios vizinhos. Só ele mesmo é que passaria a sofrer, mais tarde.

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