Angústia: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Graciliano Ramos

Capítulo 16

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Quando Marina apresentou a Luís as compras que havia feito com o dinheiro do casamento, ele ficou assombrado: o valor só tinha dado para camisas de seda, pó-de-arroz e meias inúteis. Mesmo assim ele arranjou mais quinhentos mil-réis, e depois mais duzentos, e aceitou que ela trocasse suas roupas e sapatos. Contando ainda com um empréstimo do judeu Moisés, o narrador vai à joalheria e compra um relógio e um anel para presentear sua noiva.

Chegando em sua casa, no entanto, Luís é surpreendido ao ver Julião Tavares em sua janela, trocando olhares com Marina. Enfurecido, o noivo atende com grosserias o visitante indesejado, não lhe dirige o olhar e mal ouve o que ele responde: seus pensamentos confundem-se entre visões de pessoas pela rua e lembranças de cobras que matava quando era pequeno, no sítio do avô. Sua primeira vontade era pular no pescoço de Julião, jogar pedras em cima dele, como fazia com as cobras. Depois pensava em sair andando rumo ao oeste, voltar a ser meio cigano.

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Após alguns xingamentos desconcertados Luís conseguiu espantar sua visita. Sem vontade de jantar, bebeu aguardente e saiu pelas ruas. Foi ao jornal ler telegramas, visitou um cinema para tentar se distrair, mas só conseguia enxergar coisas sem importância e degradação humana. Seus hábitos de leitura pareceram-lhe uma vaidade besta: a escrita era uma safadeza inventada para enganar a humanidade.

Mais tarde, em um bar, Luís convida uma moça para sentar-se em sua mesa, oferece-lhe bebidas e petiscos. A menina o convida para ir à sua casa, na rua da Lama. O quarto da prostituta é repugnante, a menina tosse muito e tem o corpo magérrimo. O escritor recusa suas carícias, acende um cigarro e pergunta-lhe sobre sua vida: era dali para a cova, ela sentencia, resignada.

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Com a mão no bolso, Luís segura os presentes que comprou para Marina. Ele se compara à mulher com quem divide o quarto e conclui que tem uma vida feliz. Mesmo que seu casamento acabasse em traição, poderia largar tudo e ser livre novamente! Liberdade era sua esperança redentora.

Convidado a deitar-se para dormir, Luís oferece dez mil-réis à prostituta, mas ela recusa: estava satisfeita com o jantar que ele pagou, pois tinha fome e sequer prestou seus serviços devidamente. Nervoso, o cliente insiste que deve pagar pelo tempo consumido e vai embora.

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