Angústia: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra de Graciliano Ramos

Análise dos Personagens

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Luís da Silva – Personagem-narrador do livro, apresenta-se como um escritor desiludido e em conflito com o mundo, encarnado numa função burocrática de governo em Maceió, por conta de suas habilidades com as letras. Único descendente de uma decadente família sertaneja, que teve seu avô como último grande patriarca, Luís teve uma infância solitária e apegou-se aos valores literatos paternos, rumando ao litoral em busca de um ambiente propício à sua expressão artística. Sua perspectiva perante a vida, no entanto, conforme se revela através da obra, o levou a perceber a sociedade como uma estrutura imersa em vícios e dissimulações, tornando-se ele mesmo mais um personagem de um teatro que considerava patético. Tal visão pessimista o coloca constantemente em situações de extremo desconforto físico e psicológico. Sua única tentativa de engrenar numa existência talvez mais elevada, através do relacionamento românico que estabelece com sua vizinha, Marina, é frustrada pela invasão de sua rotina por Julião Tavares, um comerciante bem sucedido que logo se torna seu rival amoroso. O drama de Luís avança conforme ele nota em si o claro desejo de assassinar seu oponente, numa narrativa psicológica que mistura seu passado infantil e familiar a considerações críticas sobre a organização política e de poder econômico na sociedade em que vive.

Trajano Pereira de Aquino Cavalcante e Silva – Avô de Luís, foi um influente coronel do sertão, mas é retratado em sua fase decadente, viciado em álcool, com sua fazenda improdutiva e seus antigos escravos libertos.

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Sinhá Germana – Avó de Luís, era uma tradicional dona de casa, submissa ao marido, e ao final da vida delirava ao dar ordens a escravos que já não existiam.

Camilo Pereira da Silva – Pai de Luís, vivia imerso em leituras e campanhas políticas infrutíferas.

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Mestre Domingos – Antigo escravo do avô de Luís, conseguiu se emancipar como comerciante. Ao ver o velho Trajano, seu antigo dono, embriagado pela cidade, oferecia ajuda mesmo sendo maltratado, como se ainda fosse escravo.

Quitéria – Última serva da família de Luís, fora uma escrava com quem seu avô possivelmente teve alguns filhos bastardos e acompanhou o narrador até a morte de seu pai.

Padre Inácio – Líder religioso com influência política na cidade natal de Luís e que tinha o apoio de seu pai.

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Amaro Vaqueiro – Antigo funcionário do avô de Luís, que o tem como uma figura heroica de seu imaginário infantil.

José Baía – Matador do sertão que prestava serviços ao avô de Luís e que era visto por ele como símbolo de bravura.

Mestre Antônio Justino – Professor de Luís na infância, introduziu-o no mundo das letras.

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Velho Acrísio – Andarilho que costumava visitar o pai de Luís e esteve presente em seu velório.

Seu Evaristo – Velho trabalhador da cidade natal de Luís que acabou se enforcando quando percebeu que sua mão-de-obra não tinha mais valor e que precisaria pedir esmolas para sobreviver.

Lavadeira Rosenda – Prestadora de serviços para a família de Luís na infância, foi a única a se preocupar com ele quando ficou órfão.

Cabo José da Luz – Policial da cidade, esteve presente no velório do pai de Luís.

Dona Aurora – Dona da pensão em que Luís passou sua juventude, era mãe de uma garota que certa vez levou sua filha a um “encontro” com seu inquilino numa desastrosa sessão de cinema.

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Dagoberto – Colega de pensão de Luís, estudava medicina e frequentemente compartilhava com o narrador seus conhecimentos sobre anatomia humana.

Berta – Moça de origem alemã que seduziu Luís em sua juventude, sendo considerada a mais bela mulher com quem esteve.

Dr. Gouveia – Proprietário da casa alugada por Luís em Maceió, é encarado como mais um capitalista que só quer saber de seus ganhos, cobrando por seu imóvel um valor que o narrador considera excessivo.

Vitória – Criada de Luís, é retratada como uma velha solitária e obcecada com questões supérfluas, como os embarques e desembarques de pessoas influentes no porto da cidade, a tentativa de ensinar versos a um papagaio e o acúmulo de seus ganhos mensais em buracos “secretos” no fundo do quintal.

Moisés – Principal amigo de Luís, é um judeu idealista que só sabe falar de teorias socialistas e possíveis revoluções, sem ter, entretanto, coragem de executar qualquer plano nessa direção, nem mesmo de defender seus ideais em público. Por ser muito sensibilizado pelas mazelas sociais, o narrador considera que seu amigo poderia ser muito mais feliz se pensasse menos.

Pimentel – Colega de trabalho de Luís, participa das frequentes discussões com Moisés e Julião.

Seu Ivo – Velho andarilho que frequentemente visita Luís em busca de refeições. É ele quem oferece ao escritor uma corda, que o estimula a cometer o assassinato de Julião.

Dona Rosália – Vizinha de Luís, uma mulher antipática que vive com seu filho e recebe visitas esporádicas de um marido mercador.

Antônia – Criada de Dona Rosália, vive se envolvendo com homens por quem é repetidamente enganada.

Lobisomem – Vizinho de frente de Luís, muda-se para a rua com suas filhas e logo torna-se alvo da fofoca dos moradores locais: supõe-se que ele mantém relacionamentos sexuais com as próprias filhas e por isso ganha o apelido.

Marina – Recém mudada para a casa vizinha à de Luís, a jovem é observada pelo escritor durante as tardes em que cuidava de seu jardim. Filha única de um casal humilde, ela é vista pelo vizinho como uma personalidade fútil, preocupada somente com aparências e status social. Com a mesma facilidade que ela é atraída por Luís para encontros noturnos, acaba também cedendo aos olhares de Julião Tavares, por quem acaba abandonada após uma gravidez indesejada.

Dona Adélia – Mãe de Marina, vive reclamando da vida e sempre se coloca como vítima das situações.

Seu Ramalho – Pai de Marina, trabalha na companhia elétrica e defende opiniões conservadoras, criticando a libertinagem da juventude, mas não consegue impor sua moral nem à própria filha.

Julião Tavares – Capitalista de sucesso, membro de uma família tradicional de comerciantes, Julião surge para o narrador em um evento cultural no qual exibe sua desenvoltura em discursos pomposos e com forte viés nacionalista – o que Luís considera apenas uma maquiagem para o caráter perverso de um membro da elite. Mesmo sem ser convidado, mas muito à vontade com a própria personalidade e opiniões, Julião se infiltra na casa de Luís e acaba atraindo Marina, que a esta altura estava de casamento marcado com seu suposto amigo.

Dona Albertina – Mulher dita parteira, a quem Marina visita para abortar sua gravidez.

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